Vou contar pra você o meu medo de empresário, que acredito que todos deveriam ter, para buscar garantir seu futuro mais estável.
Claro que há um contexto para o conceito fazer sentido, senão vira mais uma frase de citação pro Instagram.
Meu medo, que verdadeiramente sinto todos os dias quando estou tomando banho ou já me preparando para começar a trabalhar, é se, nesse dia, em algum momento eu irei vender algo. Meu medo é que não venda algo naquele dia.
Isso acontece porque um dia eu fiz uma conta que ‘gurus’ marketing fazem em flipcharts, para parecer fácil alcançar algo. Eles escrevem algo assim:
Se você tem um produto/serviço de 10,00 e quer fazer 1.000.000, você precisa vender esse produto 100 mil vezes. Mas se tem um produto de 100,00 você precisa vender 10.000 vezes, e se for algo de 1.000,00 tem que vender 1.000 vezes.
Eles sempre fazem uma pausa dramática para as pessoas se espantarem e pensar: Uau! É fácil!!!
Aí eles completam com a cereja:
Venda um produto por 10.000,00 e você só precisa vender 100 vezes!
A plateia vai a loucura e aplaude freneticamente!
Eu já vi essa apresentação talvez 40 ou 50 vezes, o resultado é sempre o mesmo.
PS.: não cacho que eles estejam errados ok? Só não é tão fácil quanto parece. É simples, mas não fácil.
E, na plateia, certa vez parei para pensar sobre como fazer isso, então plantei a minha semente do medo diário.
Meu pensamento:
Se eu quiser faturar 1 milhão no ano, preciso vender 83k e uns trocados por mês, o que daria pouco mais 8 vendas de 10k/mês, por sua vez 2 vendas por semana.
O medo acontece quando é quarta-feira e você ainda não vendeu 10k…
Então a ansiedade bate e você se desespera e começa a pensar o que precisa mudar para cumprir a meta.
Mas, na maioria das vezes aqui, do alto da minha experiência nos últimos 30 anos como empresário, não é sobre fazer diferente, mas fazer consistentemente algo.
Então eu cheguei a conclusão que para seguir fazendo algo, eu preciso:
Decidir para onde estou indo,
Identificar para quem eu irei e POSSO resolver algo,
Definir qual problema eu resolvo,
Tornar clara a minha comunicação, de forma que a pessoa que identifiquei no passo 2 acima, tenha clareza que eu posso ajudá-la,
Colocar esse produto/serviço à venda,
Distribuir a mensagem, permitindo que essas pessoas do passo 2, possam me descobrir, me encontrar,
Fazer a venda, ajudar a pessoa cumprindo a promessa,
Entrevistar o cliente para saber se funcionou bem e o que pode melhorar,
Voltar a vender para a pessoa algo que complemente a entrega anterior que eu já fiz,
Colher as métricas do processo todo,
Lapidar o que eu perceber que pode melhorar e é viável,
Repetir o processo.
E esses 12 passos, obviamente podem ter desdobramentos, me dê um desconto porque estou escrevendo isso agora mesmo, diretamente do meu grupo comigo mesmo, no meu WhatsApp!
Então finalmente chego à pergunta que pode minimizar meu medo diário:
-Se meu cliente ideal quisesse comprar algo de mim hoje, quais produtos/serviços eu teria à disposição? Eles atendem as necessidades dele?
Quando a resposta à pergunta acima é sim e sim, então vem uma pergunta provocativa para eu me fazer e que me coloca em ação:
-O que eu posso fazer hoje, para chegar mais perto de vender algo para meus clientes?
Não farei nada mais, antes de cumprir a tarefa de executar o que eu tenho como resposta para a pergunta provocativa acima.
Nada é mais importante agora. Depois que eu executar, aí sim, eu farei as outras tarefas do dia.
Isso garante minha subsistência, e garante que eu continue entregando o que eu prometo, aos meus clientes.
Não funciona todo dia, não é garantia de sucesso, não é a única forma de fazer isso funcionar.
Mas é certo que se eu ficar no chuveiro chorando, preocupado e me lamentando que é difícil, eu não farei o que precisa ser feito, o que está nos meus planos, e depois não vou poder nem reclamar que não dá certo, porque o que eu vou sentir é aquela sensação de derrota, vou me sentir um merda, incapaz, preguiçoso, etc, etc…
Hoje eu estou revisando se o que eu ofereço pros meus clientes, precisa de atualização, se está claro o que é, se resolve o problema deles, se vou me orgulhar disso depois; e se preciso criar novas oportunidades de resolver as dores dos meus clientes.
Porque pra mim, o que mais vende, o que me dá mais prazer no trabalho, o que me faz querer encarar o medo diário que eu tenho, é que eu já entendi que não é sobre o ego, mas sobre o eco. Quando o seu ego calar, qual eco vai ficar?
O meu valor se multiplica quando eu ajudo outras pessoas a enxergarem o valor que elas têm.
Essa é a direção validadora que eu preciso checar se estou navegando pra lá.
Fez algum sentido aí?

